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Auto-Imagem

Na construção do auto-Conceito, o sujeito busca uma avaliação de si mesmo, um juízo de valor ou uma desvalorização, implicando um posicionamento, uma postura, uma atitude diante de si mesmo, de acordo que com a construção de sua Auto-Imagem; assim sendo, o ato de conhecer-a-mim-mesmo é uma cognição construída diante de meu retrato, de minha Auto-Imagem.

Diante desta Auto-Imagem, o sujeito reage com emoções e afetos, que podem ir de uma superestima (orgulho) ao ódio de si mesmo (vitimismo), resultando em uma Auto-Estima. A auto-imagem é o retrato ou perfil psicológico de si mesmo que o construtivismo do sujeito reorganiza permanentemente e conserva em sua “memória”, como resultado das interações vividas no passado, ao longo de sua história.

Desde o dia do nascimento até o presente momento, isto é minha história de vida, onde no silêncio do dinamismo da memória, nas interações do sujeito com o mundo que o cerca, e das pessoas que interage a todos os momentos, aparece uma imagem-lembrança de mim mesmo, meu retrato.

São fragmentos de vida, feitos de todos os momentos de êxtases e depressões, de experiências boas, e traumáticas, grandezas e misérias da condição humana, aos poucos incorporados pelo sujeito que reconhece como sua imagem, a começar pelo visual externo da aparência física, até a construção de sua personalidade.

Um mundo feliz ou hostil, sorrisos de aprovação ou de reprovação, olhares carinhosos, frios ou agressivos, palavras de afeto, isentas, críticas, julgamentos, gestos, sentimento de proteção, desprezo, indiferenças etc.

São resíduos da vida que vão se acumulando na memória, que determina a imagem de mim mesmo, de minha Auto-Imagem, e a inteligência vai continuamente organizando e reorganizando essas situações do passado. Sua perspectiva é este passado já vivido, e a sua duração não é a de um juízo, como o Auto-Conceito, mas é o tempo de evocação que aparece na memória.

A Auto-Imagem, portanto, é o retrato ou perfil que o sujeito faz de si mesmo, ao longo de toda sua vida, nas interações com o mundo. Parafraseando Sartre, é o que ele faz daquilo que fizeram dele.

As pessoas com Auto-Imagem negativa, são inclinadas ao retraimento, à timidez, relutando nas escolhas e nas tomadas de decisão em sua condição humana. Isolamento social, a recusa em assumir encargos, a insegurança, o pessimismo, o derrotismo, a desconfiança, etc., sendo que tudo isso resulta também um baixo Auto-Conceito, e consequentemente uma baixa Auto-Estima.

Para Piaget, a memória não é um depósito, um armazenamento cumulativo, estático, puramente mnêmico de fatos do passado, ela é a própria inteligência enquanto conhecimento do passado, pois ela supõe suma estruturação ativa e seletiva que se reorganiza permanentemente.

A memória com seus reconhecimentos, reconstruções e evocações é um setor do conjunto das funções cognitivas, havendo uma solidariedade fundamental com a inteligência. Todas as situações do passado não é apenas um registro estático, definitivo na memória, mas são continuamente reorganizados pela estrutura da inteligência, de acordo com o desenvolvimento intelectual do sujeito.

Piaget acreditava que nós não somos o que fomos, mas o que projetamos, sendo que o sujeito deve fazer uma revisão de sua história de vida, de sua Auto-Imagem, redimensionando fatos do passado, de maneira que possa reinterpretar seus significados para o momento atual, o agora, selecionando o que foi significativo, aceitando a sua vida com otimismo, esquecendo o passado, para poder reorganizar seu futuro, no presente, pois para ele a única realidade que realmente importa e o aqui e o agora.

Revisão de Auto-Imagem, para a Reformulação do Auto-Conceito, com ressonância de. Auto-Estima positiva, com vista à elaboração de um. Projeto de vida pessoal e profissional

Em cada fase de nossa vida, reorganizamos nossas lembranças, e nossa visão do passado, conservando e acrescentando outros elementos pela quantidade e qualidade das interações com o mundo, dando-lhes significados e modificando suas perspectivas. O passado é continuamente reorganizado, pois se modificam e se adaptam ao presente, porém é na idéia que se faz delas na memória, que aparece a imagem, a sua representação, a identidade que o indivíduo se vê.